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Desativação da central do Pego afetará cerca de 85 empregos, diz presidente da Endesa

Desativação da central do Pego afetará cerca de 85 empregos, diz presidente da Endesa

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Desativação da central do Pego afetará cerca de 85 empregos, diz presidente da Endesa

A desativação da central a carvão do Pego, a partir de novembro, deverá afetar cerca de 85 empregos, mas ainda há alguns anos de trabalhos pela frente, adiantou à Lusa o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva (na foto).O gestor recordou que ao lado da central a carvão existe uma a gás, a Elecgas, dos mesmos sócios (Endesa e TrustEnergy), e que “há muitos serviços que são partilhados, nomeadamente manutenção, operação, entre a Elecgas e a Tejo Energia”. Ou seja, “com o fecho da central a carvão, muitas das pessoas continuam a ter atividade no quadro da Elecgas”, garantiu.
“Estimamos que há entre 80 e 85 pessoas que, com o fim de vida da [central] Tejo são diretamente impactadas” salientou. Ainda assim, “aconteça o que acontecer com o fim da atividade da central, vai haver três ou quatro anos em que a sociedade tem de assumir a desativação” da infraestrutura, incluindo limpeza dos solos e outras atividades.Nestes anos será mesmo preciso “mais pessoas do que estas”, referiu, salientando que a Endesa tem a “preocupação de entretanto pôr na rampa de lançamento outro projeto que vai necessitar de pessoas” para iniciar o “quanto antes a informação e formação para as preparar para este novo quadro e esta nova realidade tecnológica”.A Endesa quer que o Governo lance um novo concurso e propõe um projeto de 600 milhões de euros para a reconversão da central, adiantou o presidente.Em causa, segundo informação disponibilizada pela Endesa, está um projeto de substituição da central elétrica a carvão que “inclui a construção de uma central solar fotovoltaica de 650 megawatts (MW), o desenvolvimento de 100 megawatts (MW) de capacidade de armazenamento com baterias e a instalação de um eletrolisador com capacidade de produção de 1.500 toneladas/ano de hidrogénio verde”.A empresa garante ainda a “criação de empregos durante a fase de construção das instalações, operação e manutenção do novo empreendimento, capaz de assegurar, pelo menos, o atual nível de emprego de longa duração”.Nuno Ribeiro da Silva realçou o trabalho que a Endesa está a fazer no descomissionamento das centrais em Espanha que “estão em diferentes estados de desativação” com preocupações como o impacto na economia na região e no emprego. “Temos feito não só a reconversão, mas também a nova formação das nossas pessoas para estas tecnologias e esta nova realidade, que é inexorável”, avisou.”Temos feito programas de reanimação, reajuste da economia da formação das pessoas nos vários sítios onde isto está a acontecer”, revelou o presidente da Endesa Portugal.Nuno Ribeiro da Silva disse inclusivamente que o trabalho da Endesa não se reduz aos trabalhadores e abrange quem vive nas zonas em causa, “para se adaptarem e prepararem para o que estas tecnologias, como por exemplo, a disponibilização do hidrogénio, irão proporcionar”.Para o presidente da Endesa Portugal é importante que as pessoas se “familiarizem e sejam formadas num quadro de todo o ‘cluster’ do hidrogénio que, ao ser disponibilizado pelos eletrolisadores que pretendemos montar, vai permitir a indústrias locais, transportes, serviços locais entrarem nesta nova tecnologia e nova era”, concluiu. 


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