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Euro em máximos de três meses e ouro a recuperar brilho. Petróleo em queda à espera da OPEP

Euro em máximos de três meses e ouro a recuperar brilho. Petróleo em queda à espera da OPEP

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Euro em máximos de três meses e ouro a recuperar brilho. Petróleo em queda à espera da OPEP

Petróleo recua com adiamento de reunião da OPEP+

As cotações do “ouro negro” estão a negociar em baixa nos principais mercados internacionais, pela segunda sessão consecutiva, devido à falta de acordo da OPEP+ que levou ao adiamento da reunião por dois dias.
 
O West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos, para entrega em fevereiro cede 1,37% para 44,72 dólares por barril.
 
Já o contrato de fevereiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,86% para 47,47 dólares.
 
Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terminaram ontem a sua 180.ª conferência ministerial sem uma decisão quanto ao nível de oferta nos mercados, e ao início da noite anunciaram o adiamento da reunião de hoje entre os 13 membros do cartel e os seus 10 aliados – o chamado grupo OPEP+. Ficou agora agendada para 3 de dezembro.
 
O mercado tem antecipado que a OPEP+ acordará prolongar, pelo menos por mais três meses, os atuais níveis de corte da produção. Mas, com a indefinição revelada nos últimos dois dias, os investidores optaram pela prudência e os preços do petróleo têm estado a cair.
 
Recorde-se que a OPEP+ acordou reduzir a oferta em 7,7 milhões de barris por dia entre agosto e dezembro, para depois flexibilizar esse corte em cerca de dois milhões de barris diários a partir de janeiro de 2021.
 
No entanto, desde meados deste mês que se fala no possível adiamento dessa entrada de mais crude no mercado, com o grupo a poder decidir-se por manter durante mais tempo o atual nível de produção. Agora, com a discordância observada na reunião de ontem da OPEP, tudo está em aberto.
 
Tem havido membros da OPEP que discordam desta solução, como o Iraque e os Emirados Árabes Unidos (EAU), ao passo que a Arábia Saudita é uma das maiores defensoras de não se colocar mais dois milhões de barris por dia no mercado a partir de janeiro.
 
OS EAU disseram ontem que até podem apoiar uma extensão dos atuais cortes de produção para lá de janeiro, mas só se todos os outros membros da OPEP cumprirem as suas quotas. Vários membros do cartel têm prevaricado, produzindo reiteradamente acima do teto que lhes foi definido.
 
“Alguns países membros serão difíceis de convencer, no sentido de serem ainda mais disciplinados no cumprimento das suas quotas de produção” no caso de se adiar a entrada de mais crude no mercado, comentou à Reuters um estratega da corretora petrolífera PVM, Tamas Varga.
 
Segundo a Oil Price, a Rússia – que faz parte do grupo de 10 aliados da OPEP – é um dos membros de fora do cartel mais reticentes quanto à manutenção do atual plafond de produção, mostrando-se mais favorável a um aumento gradual da produção a partir do início do próximo ano.
 
Em março, foi precisamente devido ao finca-pé entre Riad e Moscovo que não houve acordo quanto às novas quotas de produção – um braço de ferro que levaria o petróleo a afundar em abril, com o crude de referência dos EUA (o West Texas Intermediate) a negociar na casa dos 40 dólares negativos.


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