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Michael Burry aumenta aposta na queda da Tesla. Ações desvalorizam quase 20% em maio
Michael Burry, o investidor que ficou conhecido por fazer milhares de milhões de dólares a apostar contra hipotecas bancárias durante a grande crise financeira, está agora a investir na queda das ações da Tesla, empresa de veículos elétricos de Elon Musk, cuja cotação tem estado a cair recentemente.A 31 de março deste ano, o fundo de Burry, o Scion Asset Management, detinha “puts” equivalentes a 800.100 ações na empresa, de acordo com o comunicado enviado ao SEC, o regulador de mercado norte-americano.
O movimento pode explicar-se, neste caso, da seguinte forma: o fundo de investimento pediu ações emprestadas da Tesla ao banco, pagando um juro sobre esta operação, e vendeu-as no imediato, mesmo sem as deter. Depois, como a expectativa de uma queda é tão grande, esperam que os preços da cotação caiam para comprar o mesmo volume de ações a um preço muito inferior, e voltam a entregá-las ao banco. No final, o lucro está na diferença entre o preço mais alto a que venderam a ação emprestada do banco e o preço idealmente mais baixo da venda posterior, aquando do retorno dessas ações ao banco.
Só que para que esta operação seja bem-sucedida é preciso que, efetivamente, os preços caiam. No caso da Tesla, a cotação da empresa desvalorizou em 12 das últimas 16 sessões e em maio acumula uma perda de cerca de 20%.As ações da Tesla atingiram um máximo histórico em janeiro deste ano nos 883,09 dólares por ação, depois de uma subida na ordem dos 700%. A Tesla fechou o primeiro trimestre deste ano com 438 milhões de dólares de lucro, multiplicando por 27 os 16 milhões alcançados nos primeiros três meses do ano passado.
