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Pandemia atira défice para 7.198 milhões de euros até outubro
Até outubro, as administrações públicas registaram um défice de 7.198 milhões de euros, o que constitui um agravamento de mais de 8 mil milhões de euros face ao período homólogo. Para o gabinete de João Leão, o responsável pelo “buraco” no saldo das contas públicas é facilmente indentificável: o vírus SARS-Cov-2 e a pandemia que criou.
“Esta evolução do défice – justificada pela pandemia – resulta do efeito conjugado de redução da receita (-6,4%) e acréscimo da despesa (+5,1%), seja pelos seus impactos desfavoráveis na economia associados à redução acentuada da receita fiscal e contributiva; seja pelo acréscimo na despesa associado às medidas extraordinárias de apoio às famílias e empresas”, destaca o Ministério das Finanças no comunicado que costuma anteceder a síntese de execução orçamental divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).As medidas de lay-off justificam parte do aumento da despesa (875 milhões de euros), bem como a “aquisição de equipamentos na saúde (430 milhões de euros), outros apoios suportados pela Segurança Social (461 milhões de euros)” e o “incentivo extraordinário à normalização (221 milhões de euros)”.Registou-se também uma subida dos gastos com salários dos funcionários públicos “em resultado do descongelamento das carreiras”, com as prestações de desemprego e o subsídio por doença, que cresceram, respetivamente, 25% e 18,5% quando comparado com o período homólogo. Ainda do lado da despesa, nota para o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que “atinge máximos históricos e supera os 200 milhões de euros”, aumentando 108% face ao mesmo período do ano passado. Como já tinha sido noticiado pelo Negócios, o Ministério das Finanças destaca o aumento das despesas com pessoal. Tudo somado, e tal como já tinha sido noticiado pelo Negócios, a despesa com o SNS aumentou 5,8%, face ao período homólogo, o que traduz um “aumento a um ritmo muito elevado”. (Notícia em atualização)
