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Pandemia leva IP a prejuízos de 56 milhões em 2020
A Infraestruturas de Portugal (IP) fechou 2020 com prejuízos de 56 milhões de euros, valor que compara com os lucros de 20 milhões registados no ano anterior, informou esta sexta-feira a empresa liderada por António Laranjo.O líder da IP já tinha avançado ao Negócios alguns dados sobre o exercício de 2020, nomeadamente a quebra de 18,3% nas receitas das portagens, para 339,8 milhões em 2020. Esta descida levou a que, no seu conjunto, as receitas “core” da IP tenham diminuído 12,6%, num total de 107,2 milhões de euros face a 2019, fixando-se em 1.135,9 milhões. Em comunicado, a IP indica que os resultados antes de juros, impostos, depeciações e amortizações (EBITDA) caiu 25%, para 445 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 145 milhões de euros face a 2019.
“Esta evolução deveu-se principalmente à redução do rendimento com as principais receitas, designadamente Contribuição do Serviço Rodoviário (-118 milhões de euros), Portagens (-56 milhões de euros) e Tarifade Utilização da Infraestrutura Ferroviária (-8 milhões de euros)”, destaca a empresa, atribuindo esta evolução ao efeito da pandemia sobre o “nível de utilização da infraestrutura rodoferroviária sob gestão da IP”.
A empresa destaca pela positiva o “ter assegurado integralmente a operacionalidade da sua rede, tendo aumentado, face a 2019, o nível de intervenções na infraestrutura”. Aliás, frisa, “a despesa com as atividades de conservação das redes rodoviária e ferroviária ascendeu a 181 milhões de euros, mais 9% do que o registado em 2019”.E a IP assinala ainda que “o esforço de contenção e racionalização, permitiu acomodar integralmente o incremento dos gastos diretamente relacionados com o combate à covid-19”.Por fim, a empresa refere a redução de 235 milhões na dívida financeira, para 4.785 milhões de euros e as operações de aumento de capital por parte do Estado, que ascenderam a 1.054 milhões de euros no ano passado.
