No início de agosto, Donald Trump anunciou que, a partir de 1 de setembro, iria impor tarifas alfandegárias adicionais de 10% sobre o equivalente a 300 mil milhões de dólares de produtos chineses que entrassem no país. Isto depois dos reveses na tentativa de retoma das negociações comerciais entre Washington e Pequim. Com estas tarifas, todos os produtos chineses passariam a ter taxa adicional à entrada nos Estados Unidos, visto que já foram impostas tarifas de 25% sobre o equivalente a 250 mil milhões de dólares. O total passaria assim a 550 mil milhões. A China retaliou, impondo taxas alfandegárias acrescidas sobre o equivalente a 75 mil milhões de dólares de produtos dos EUA. O presidente norte-americano não gostou e no final desse mesmo mês anunciou um novo aumento das taxas aduaneiras sobre produtos chineses avaliados em 250 mil milhões de dólares, a partir de 1 de outubro (de 25% para 30%). Além disso, anunciou que as novas tarifas sobre o equivalente a 300 mil milhões de dólares de bens chineses, em vez de serem de 10%, seriam de 15% (sendo que a primeira fase destas tarifas arrancaria a 1 de setembro). E assim foi. A 1 de setembro entraram em vigor as tarifas alfandegárias de 15% sobre cerca de 110 mil milhões de dólares de produtos importados da China – ficando os restantes 190 mil milhões (para perfazer os 300 mil milhões) apontados para 15 de dezembro.Mas entretanto houve uma reaproximação de ambos os lados, tendo ficado acordada para inícios de outubro o retomar das negociações comerciais entre Washington e Pequim – o que levou agora Trump a adiar por 15 dias o agravamento de tarifas previsto para o arranque do próximo mês, na expectativa, uma vez mais, de um entendimento que tem tardado a chegar.O presidente norte-americano anunciou assim, nesta quarta-feira à noite (já madrugada de quinta em Lisboa) as tarifas aduaneiras adicionais sobre produtos importados da China não entrarão em vigor a 1 mas sim a 15 de outubro.(notícia atualizada às 00:46 de quinta-feira, 12 de setembro)


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