A propagação galopante do novo Coronavírus acelerou a adoção de novos modelos de trabalho em que os colaboradores realizam as suas tarefas a partir de casa e longe daquele que costumava ser o seu ambiente profissional. Consequentemente, e segundo muitos especialistas, o COVID-19 acabou por “contagiar” também o mercado laboral, determinando que a digitalização das profissões seja um imperativo e um caminho sem retorno para o qual as empresas se precisam de preparar o quanto antes.  Agora, mais do que nunca no contexto da transformação digital, algumas funções desaparecerão a médio prazo, enquanto outros perfis tornar-se-ão os mais procurados pelos recrutadores. Nesta onda de reinvenção profissional a vários níveis, destacam-se algumas profissões digitais que tendem a ganhar ainda mais protagonismo:  Traffic Manager: É responsável por otimizar o tráfego de qualidade em sites, tendo como principal objetivo atrair potenciais clientes para aumentar as vendas online. Deve dominar competências de webmarketing (SEA, SEO, mailing, display…) para melhorar a visibilidade das páginas do site em motores de busca, sites e redes sociais. Também tem a seu cargo a análise e interpretação de indicadores (KPI), resultados e retorno do investimento (ROI), de forma a colocar em prática medidas corretivas, se necessário.  Social Media Manager: É responsável pela estratégia digital da empresa nas redes sociais (Facebook, LinkedIn, Twitter, Instagram, Snapchat, Pinterest…), nomeadamente ao nível da reputação online e do reconhecimento da marca – e muitas vezes agrega a função de Community Manager e Brand Content Manager. Para tal, deve desenvolver e implementar um plano de ação, ter em conta novos comportamentos de compra e novas oportunidades, assim como observar e analisar as ações dos seus concorrentes.  Digital Manager: Trabalha com o departamento de Comunicação e Marketing, facilitando a transformação digital dentro da empresa. Deve conhecer a política e cultura organizacional, assim como os produtos e serviços prestados, pois tem como missão melhorar a visibilidade da marca/empresa na internet através de um plano de ação que inclui aumento da taxa de conversão e faturação através do site, realização de campanhas de e-mail marketing, otimização do CRM, gestão de conteúdos de Marketing Digital e definição da estratégia SEM.   UX Designer: Também conhecido como User Experience Designer, tem a missão de incorporar o storytelling na experiência do cliente, contando histórias, em vez de simplesmente expor os detalhes ou argumentos da marca ou produto. Através da construção de um Customer Journey Map, é sua função analisar as necessidades e expectativas dos utilizadores a fim de satisfazê-las e tornar o site acessível, fácil de usar e responsivo.  Digital Project Manager: A sua função é coordenar as operações relacionadas com o Marketing Digital, mas deve possuir também competências ao nível de TI e e-commerce. Participa na transformação digital da empresa, sendo responsável pela coordenação de uma equipa composta por developers, designers gráficos, webmasters, editores, entre outros profissionais essenciais para desenvolver projetos desde as suas especificações iniciais até à sua implementação online (em site, redes sociais, apps ou outros suportes utilizados pela empresa).  Responsável de e-commerce: A sua função abrange os campos das Vendas, do Marketing e da Gestão Web. Sendo o principal responsável pelas vendas através da Internet, é responsável por transmitir a imagem da empresa ao público. Pode ter uma loja online no próprio site da empresa ou estar presente em redes sociais e outras plataformas de e-commerce. Para definir a sua política de marketing multinível e os respetivos KPI que o guiarão para medir o retorno da sua estratégia, este profissional deve dominar competências ao nível de SEM, SEO, mailing, display, redes sociais, entre outras. Num contexto pautado não só pelo avanço da Revolução Industrial 4.0, mas também agora pela súbita digitalização dos ambientes de trabalho a propósito do COVID-19, está preparado para fazer face esta revolução de competências – hard skills, mas sobretudo soft skills – do futuro já em curso? *Este artigo foi originalmente publicado no Sapo Tek.Relacionado


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