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Unicórnio dos cigarros eletrónicos chega a Portugal em outubro – Tecnologias
A partir de outubro Portugal será o 19.º país em que a Juul Labs está presente. A start-up norte-americana, o terceiro maior unicórnio mundial com um valor de 50 mil milhões de dólares (cerca de 45 mil milhões de euros), abriu uma filial em Lisboa e vai começar a vender os seus cigarros eletrónicos e respetivas cápsulas.Num encontro com jornalistas esta quinta-feira, o diretor-geral da empresa em Portugal disse que “arranca com 30 colaboradores diretos, que certamente serão mais à medida que o negócio vá evoluindo”. Nelson Patrício escusou-se a revelar metas em termos de vendas ou os valores investidos em Portugal. “O investimento já foi reforçado face ao inicialmente fixado devido ao elevado interesse”.O responsável assinalou que “o mercado do tabaco em Portugal fatura 2,5 mil milhões de euros anualmente, enquanto o de produtos alternativos tem um volume de negócios na ordem dos 150 milhões de euros”. “O nosso objetivo é contribuir para que essa diferença se atenue”, disse.Já o presidente da Juul Labs para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA), Grant Winterton, assinalou que a escolha de Portugal se deveu “à taxa elevada de fumadores”.Nelson Patrício revelou que os dispositivos e cápsulas (pods) poderão ser comprados em “quatro mil pontos de venda espalhados pelo país”. De fora, para já, ficam os Açores e a Madeira. Da gama de oito variedades existentes nos EUA serão comercializadas quatro em Portugal. “E não está previsto alargarmos a gama no mercado nacional”, vincou.”O posicionamento da Juul em Portugal é idêntico ao dos restantes mercados onde está presente: somos um produto destinado a adultos fumadores, não se destina a não fumadores ou a jovens”, sublinhou ainda.Isto apesar de o design moderno ter valido ao dispositivo da startup ser conhecido como o “iPhone dos cigarros eletrónicos”.Esta quarta-feira Donald Trump anunciou que irá banir os cigarros eletrónicos com sabores nos EUA, sendo que seis das oito variedades da Juul são aromatizadas. A posição da Casa Branca baseia-se, segundo o secretário de Estado da Saúde norte-americano, em novos dados que “mostram que a popularidade destes cigarros entre os mais jovens continua a aumentar rapidamente”.Guerra comercial já se faz sentirA Juul Labs fabrica o seu dispositivo na cidade chinesa de Shenzhen e a guerra comercial entre Washington e Pequim já se faz sentir. Grant Winterton, presidente da empresa para a região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), indicou que “as tarifas que incidem sobre as importações dos dispositivos para os EUA já aumentaram, elevando os nossos custos”. “Por enquanto a empresa está a absorver o impacto, não o repercutindo no preço para os consumidores”, acrescentou. O responsável disse ainda esperar que “os dois presidentes alcancem um entendimento o mais brevemente possível”. Já sobre o anúncio, na quarta-feira, de Trump de que iria proibir as cápsulas com sabores para cigarros eletrónicos, o responsável declinou pronunciar-se, indicando que o seu foco está na EMEA.
