Em resposta às medidas anunciadas pela administração Trump para restringir a Huawei, a gigante chinesa das telecomunicações defendeu que os Estados Unidos vão ficar para trás no desenvolvimento do 5G e que as proibições poderão levantar “questões legais graves”.  

“A Huawei é a líder incontestável no 5G. Estamos prontos e dispostos a envolver-nos com o governo dos EUA e a propor medidas eficazes para garantir a segurança do produto”, disse um porta-voz da empresa em declarações à CNBC.

Além disso, a gigante chinesa defende que restringir a Huawei “não tornará os EUA mais seguros ou mais fortes”. Pelo contrário, refere a empresa, os Estados Unidos ficarão “limitados a alternativas inferiores, e mais caras, que deixarão o país atrasado na implantação do 5G” e que “prejudicarão os interesses das empresas e consumidores”.

O comunicado da Huawei sublinha ainda que “restrições não razoáveis” infringem os direitos da empresa, levantando potencialmente “outras questões legais graves”.

A empresa chinesa responde assim à decisão do presidente dos Estados Unidos que, na quarta-feira, declarou “emergência nacional” e emitiu uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco.

Além disso, o Departamento do Comércio colocou a Huawei na “lista negra” dos Estados Unidos, o que poderá impedir as empresas norte-americanas de venderem os seus produtos à gigante chinesa. Na prática, esta decisão exige que as empresas norte-americanas obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, o que pode cortar o acesso da chinesa aos semicondutores fabricados nos Estados Unidos e cruciais para a produção do seu equipamento.

Há muito que os Estados Unidos acusam a fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações de estar intimamente ligada ao Partido Comunista da China e de a sua tecnologia poder ser usada em território norte-americano para espionagem.





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