A venda prevista de cerca de 1,5 gigawatts (GW) de ativos de produção de energia elétrica (hidroelétricos e térmicos) em Portugal, por parte da EDP, “está atualmente numa fase importante”, declarou o CEO da elétrica nacional em entrevista à Bloomberg. “Diria que no início do próximo ano teremos novidades”, acrescentou António Mexia (na foto), que está em Nova Iorque a participar na Semana do Clima promovida pelas Nações Unidas.”Nós [EDP], basicamente, queremos reciclar dinheiro para o aplicar em mais energias renováveis fora da Península Ibérica”, disse Mexia.O presidente executivo da EDP referiu ainda que o mercado norte-americano não está bem servido, em termos de eficiência energética, e que a EDP está agora a focar-se em soluções para os clientes.No passado dia 18, recorde-se, a maior “utility” da Áustria, a Verbund, confirmou que está a analisar a compra das barragens que a EDP colocou à venda. Em causa estão os projetos hidroelétricos ibéricos, de cerca de dois gigawatts, cuja alienação deverá permitir um encaixe de 2 mil milhões de euros à EDP. A 5 de setembro a Reuters noticiou que a elétrica liderada por António Mexia já tinha uma “short list”, composta por cinco empresas, onde já constava o nome da Verbund. Entre as empresas que farão parte desta lista estão, além da Verbund, a espanhola Iberdrola e a norueguesa Stratkraft. O processo de venda está a ser liderado pelo Morgan Stanley e pelo UBS e já atraiu também o interesse de outras empresas e fundos de investimento na Europa, como a Enel, a Engie, a Macquarie e a Brookfield, segundo as mesmas fontes. No entanto, ainda não é certo que estas entrem na corrida. António Mexia já tinha admitido que a compra dos ativos de energia hidroelétrica da EDP estava a gerar “forte interesse do mercado”.(notícia atualizada às 23:54)


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