A Anacom encerrou 2018 com um resultado líquido de 43,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 21% face ao valor alcançado no ano anterior. Desde total, “40,5 milhões de euros serão entregues ao Estado, a que acresce a contribuição à Autoridade da Concorrência (AdC) no valor de 5,6 milhões de euros, pelo que o valor total entregue ao Estado pela Anacom totaliza 46 milhões”, sublinha o regulador em comunicado. Ou seja, a entidade liderada por Cadete de Matos vai entregar aos cofres do Estado um valor superior aos lucros. Em 2017, a Anacom entregou ao Estado 33,6 milhões de euros.

Os rendimentos situaram-se em 98,4 milhões de euros, mais 8% face ao ano passado, devido ao aumento das taxas de utilização da frequência e das taxas de regulação, enquanto os gastos totais, descontando o reforço da provisão para processos judiciais em curso, foram de 14,3 milhões de euros, uma redução de 3%.

No mesmo comunicado, a Anacom aproveita ainda para relembrar que propôs ao Governo “uma redução de 50% do valor das taxas de espetro para incentivar a utilização de feixes hertzianos em detrimento de cabos em traçado aéreo em zonas do país mais suscetíveis a catástrofes naturais”. Esta redução do valor das taxas representa uma poupança de 3,5 milhões de euros para os operadores, segundo os dados do regulador.

No que toca ao investimento, no período em análise situou-se em 2,5 milhões de euros, um aumento de 3%, com os investimentos em sistemas e tecnologias de informação a absorverem a maior fatia, cerca de 70% do total.





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